Meu coração é um entardecer de verão, numa cidadezinha à beira-mar.

A brisa sopra, saiu a primeira estrela.

Há moças na janela, rapazes pela praça, tules e

violetas sobre os montes onde o sol se pos.

A lua cheia brotou do mar.

Os apaixonados suspiram.

E se apaixonam ainda mais.

(Caio F. Abreu)




quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

-Oi-tudo-bem-e-aí-tô-ligando-pra-saber-se-você-vai-fazer-alguma-coisa-hoje-à-noite. Como se a gente tivesse obrigação de fazer alguma coisa toda noite. Só porque é sábado. Essa obsessão urbanóide de aliviar a neurose a qualquer preço nos fins de semana, pode? Tenho vontade de dizer nada, não vou fazer absolutamente nada. Só talvez, mais tarde, se estiver de saco muito cheio, tentar o suicídio com uma dose excessiva de barbitúricos, uma navalha, um bom bujão de gás ou algo assim. Se você quiser me salvar, esteja à gosto, coração.



(Caio F. Abreu)

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